Policiais Civis fazem passeata até o Piratini / CPERGS prepara mobilização em todo o Estado
Os policiais civis gaúchos realizam hoje (17) uma passeata em defesa dos direitos da categoria e em solidariedade aos seus colegas paulistas, em greve desde o dia 16 de setembro. A concentração inicia às 14 horas, no Palácio da Polícia. Dali os policiais seguirão, com carro de som, até o Palácio Piratini. “É uma caminhada pacífica e ordeira. Nossas armas serão apenas verbais. Não aceitaremos provocações e intimidações. O Estatuto dos Servidores Públicos, lei 10.098/94, dá direito de registro de efetividade para a nossa marcha. É o artigo 64 – “São considerados de efetivo exercício os afastamentos do serviço em virtude de (...) participação de assembléias e atividades sindicais (inciso XVI)”. A caminhada é, pois, uma atividade sindical”, afirma o sindicato da categoria (Ugeirm).
Queremos acreditar que nenhum “curso” ou “operação especial” será idealizado ou autorizado pela Chefia de Polícia no dia 17 de novembro. Qualquer notícia nesse sentido será interpretada como uma tentativa de esvaziar nosso movimento – que, aliás, teve saldo excelente nos dias de paralisação. Queremos a participação dos colegas da capital, da região metropolitana e do interior. Vamos lotar a praça”, diz Isaac Ortiz, presidente do sindicato.
Segundo Ortiz, as autoridades competentes, inclusive as de trânsito, serão comunicadas previamente de nossa passeata. “Não somos baderneiros, somos trabalhadores que têm atividade de risco no exercício de suas funções. E essa atividade está cada vez mais arriscada pela falta de pessoal, de condições de trabalho e de salário, bem como segue ignorada no momento de nossa aposentadoria, que o governo se recusa a negociar” destaca o dirigente sindical.
Do RS Urgente

O Comando de Greve do CPERS/Sindicato reuniu-se neste sábado para avaliar a assembléia geral de ontem, e para preparar a mobilização da categoria em todo o Estado. A assembléia decidiu pela greve como forma de pressionar pela retirada do projeto encaminhado na terça-feira passada pelo Governo Yeda que cria um piso estadual. Na avaliação do CPERS, a proposta de piso apresentada pela governadora “é uma tentativa de enganar a sociedade e a categoria de que se trata da mesma lei federal”.
“Essa tentativa não se sustenta, já que o governo está contestando na justiça o piso nacional. De semelhante tem apenas o valor de R$ 950,00 já que a proposta do governo gaúcho é na verdade um teto e não um básico. O projeto, se aprovado, significaria um congelamento de salários, pois sobre ele não seria aplicado aquilo de mais caro que a categoria tem: sua carreira, garantida através do seu esforço para se qualificar e então mudar de nível”, diz o sindicato em nota.
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